terça-feira, 21 de setembro de 2010

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que-coisa-mais-linda-<3

domingo, 19 de setembro de 2010

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When I think about you I touch myself

sábado, 18 de setembro de 2010

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Não é não saber o que quero. Não é. Eu sei o que quero. Só não consigo alcançar o objectivo. É isso que me faz ficar perdida. Porque existe e está ali. Mas eu não consigo. Simplesmente, vai ficando mais longe. E umas vezes mais perto. Mas fica sempre mais longe. Mais perto de esmorecer do que crescer. Não é que seja fraco, não é isso. Mas a vida não pára. E tudo o que poderia existir de bom, pode simplesmente morrer. Estou a ser realista. O que é difícil porque quando fecho os olhos tudo me soa a verdade e a certeza. Não, não sei lidar com as emoções. Porque nunca me trouxeram nada de bom. Eu não tenho uma incrível história de Amor para contar. Ou de paixão. Ou ficaram aquém ou não chegaram a ser concretizadas. Portanto, pensar em me dar, em deixar-me ir é doloroso e triste. Por mais que queira. E quero tanto. Tanto. Mas eu tenho dificuldades em acreditar que desta vez será diferente. Porque seria? Porque de repente eu teria sorte? Pois claro.

A questão é: eu Quero. Tanto, que me custa que um novo dia chegue e nada aconteça.



The storm is coming but i don't mind.
People are dying, i close my blinds.

All that i know is i'm breathing now.

I want to change the world...instead i sleep.
I want to believe in more than you and me.

But all that i know is i'm breathing.
All i can do is keep breathing.
All we can do is keep breathing now.


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

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Príncipe Gui.

As saudades que eu vou ter de ti. De de te oferecer as minhas mãos para que as arranhasses e mordesses. As saudades que vou ter de te chatear e obrigar-te a levares com as minhas festas durante verdadeiras sessões de tortura para ti (sei que verdadeiramente não).
As saudades que vou ter de me chatear contigo quando não me deixavas jantar sossegada e tinhas de ir provar tudo o que estava em cima da mesa.
As saudades de te saber atrás da porta quando me ia embora.

O que tu me ensinaste, meu querido. E o que tu me deste. O que tu me fizeste entender e o quanto me fazias rir e sorrir.

Não me despedi de ti, na verdade, porque nunca pensei que não fosses resistir. Não resististe e deixaste-nos aqui sem saber muito bem o que dizer, o que sentir.

Duvido que venha a existir outro Príncipe nas n/ vidas. Eras, és o Gui. E agora temos que começar a saber lidar com uma ausência que é tão notória e que ainda será mais.

Encheste uma casa de tantas coisas boas e deste-nos tanto, pequeno Gui.

Caberá a nós manter-te vivo mesmo que já não seja possível ver-te a correr pela casa a fazer malandrices.

P.s. Sabes uma coisa? A tua mamã um dia disse-me que tu eras parecido comigo e olha que é bem verdade.

...


terça-feira, 14 de setembro de 2010

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I will take the long road
But it leads right back to you
Follow you into the sun
I will steal this time for you

But it feels so right
I want it tonight
You feel so right

Oh, I will wait to love you
I will wait another day
For you I'd leave
all this behind
(Oooh)
I will wait for you tonight
I will waste
another dream on you
Always run to you


Existem dias em que acordamos e só conseguimos ver o que de pior existe em nós. Hoje é um desses dias.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

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...

domingo, 12 de setembro de 2010

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

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Have you ever fed a lover with just your hands?
Closed your eyes and trusted, just trusted?
Have you ever thrown a fist full of glitter in the air?
Have you ever looked fear in the face and said, "I just don't care"?

It's only half past the point of no return
The tip of the iceberg
The sun before the burn
The thunder before the lightning
The breath before the phrase
Have you ever felt this way?

Have you ever hated yourself for staring at the phone?
You're whole life waiting on the ring to prove you're not alone
Have you ever been touched so gently you had to cry?
Have you ever invited a stranger to come inside?

It's only half past the point of oblivion
The hourglass on the table
The walk before the run
The breath before the kiss
And the fear before the flames
Have you ever felt this way?

There you are, sitting in the garden
Clutching my coffee,
Calling me sugar
You called me sugar

Have you ever wished for an endless night?
Lassoed the moon and the stars and pulled that rope tight?
Have you ever held your breath and asked yourself will it ever get better than tonight?
Tonight

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

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Este Senhor é qualquer coisa de brilhante.

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Já me estou a ver ali a nadar e a apanhar sol. Vamos lá Euro-milhões, mexe-te!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

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Hoje estive a pensar. Não sou de paixões fáceis. Donde, não é possível envolver-me emocionalmente com alguém se não me sentir capaz de ir até ao fim do mundo por aquela pessoa. Tem de ser assim. Tenho de sentir tudo na pele. Tem de ser um sentir físico. Preciso de sentir o coração pelo corpo todo. Preciso de sentir que a possibilidade do Tudo é a 100% mesmo que depois falhe. Se sentir isto, sou capaz de me dar e de avançar. Mesmo que demore. Porque eu demoro. Não é mau. É muito bom. Mas é difícil. Apercebi-me que tem de ser algo mesmo extraordinário. Para mim, claro. Pouco me importam os outros. Se não for extraordinário, não me alimentará. Não me fará ficar. Com a pele presa. Com os olhos sedentos. É disto que eu preciso. (Entendes, Ritinha? É disto. Se existir isto, eu voo e não terei medo de nada. Era o que te queria dizer na nossa tertúlia na varanda que tenho aqui à minha frente). E isto eu sei porque já encontrei e perdi. Fuck.


Depois no decorrer deste pensar que ocorreu quando vinha para casa depois de um dia de trabalho de 12 horas (ah como é que uma miúda que é tão gira, energética e cheia de bom humor consegue ser assim a trabalhar tanto? É verdade, ah pois é), apercebi-me que eu não sou uma cabra. Porque podia ser. Durante anos achei que fui. Agora ando muito mais calma. Mais serena. Já não tenho paciência para bla bla bla. Já não consigo perder horas e horas a conversar. A flirtar. Whatever. O abrir do coração tem muito a ver com isso. Mas entretanto, tive de o trancar portanto não falemos dele.

Estava eu a dizer que afinal não sou uma cabra. Uma pessoa só porque exige determinado tipo de coisas, não quer dizer que seja uma pessoa menos digna. Aliás, em primeiro lugar as exigências vêm de mim e a mim são direccionadas. Porque eu exijo ser encantadora, com um sentido de humor apurado, gira, com piada, exijo ceder aos outros com quem convivo tempo de qualidade. E isso só não acontece quando estou fodida, triste, com fome ou com mau feitio, porque de resto é inevitável. Portanto, quero que fique bem claro que antes de exigir aos outros eu exijo de mim. E cumpro.

Outra coisa é que eu não posso permanecer nas histórias só por vontade da outra pessoa. Não. Eu só fico nas histórias enquanto sinto. Enquanto quero. Enquanto tenho vontade. Enquanto acredito. Tudo vai de encontro a isto do acreditar ou da fé. Portanto, quando alguma destas coisas me passa, eu desapareço. Às vezes, não fisicamente. Posso continuar lá mas não estou até que deixo mesmo de estar. Mas portanto, eu não sou uma má pessoa só porque deixei de estar numa situação que já não me dava gozo nenhum. Já disse, comodismo não é comigo. Nem insatisfação. Consigo aguentar até um determinado ponto, se acreditar. Depois vamos lá começar a correr que a vida não pára. Às vezes sei que sou repetitiva. Mas deixem-me ser assim. Mais do que comunicar com os outros, preciso de comunicar comigo. Este blog é mais para mim do que vocês.

Este texto não era bem o que eu queria ter escrito. O objectivo era ser algo profundo, sensível, bonito e doce. Mas não ando nenhuma destas coisas. Portanto, penso ser normal que o resultado tenha sido este.






So be it, I'm your crowbar
If thats what I am so far
Until you get out of this mess
And I will pretend
That I dont know of your sins
Until you are ready to confess
But all the time, all the time
I'll know, I'll know
And you can use my skin
To bury your secrets in
And I will settle you down
And at my own suggestion,
I will ask no questions
While I do my thing in the background
But all the time, all the time
i'll know, I'll know

If you'll consider this-even if it dont make sense
All the time-give it time
And when the crowd becomes your burden
And you've early closed your curtains,
I'll wait by the backstage door
While you try to find the lines to speak your mind
And pry it open, hoping for an encore
And if it gets too late, for me to wait
For you to find you love me, and tell me so
It's ok, dont need to say it

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sábado, 4 de setembro de 2010

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

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Eu espero sinceramente que a MJ tenha razão e que este meu estado actual seja apenas e só TPM. O estado actual é tudo ser razão para eu querer chorar, não chego a fazê-lo mas também confesso que tenho de me controlar imenso para que não me aconteça partir a chorar. Quem me conhece sabe a confusão que me faz o chorar. É assim algo que me angustia. Verdadeiramente. Portanto, eu espero mesmo que o dito cujo apareça logo de uma vez para a semana que vem e que este estado depressivo de grande sensibilidade passe rapidamente. É que não dá. Não consigo funcionar assim. Não consigo. Fico parva de todo. E anti-social. E só quero que me deixem. Mas depois acho tudo uma chatice. Salva-me a gata que sempre me faz rir com o seu jeito.

Pronto é isso. Só para dizer que ando insuportável, chata, sensível e sem paciência para nada.

É a puta da vida no seu melhor.

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

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Eu deveria ter menos de cinco anos. Conheci-te a ti e ao teu filho através da tua mulher. Que conhecia a minha mãe. Eu lembro-me que gostava muito de televisão. E de desenhos animados. E de tudo o que era da Disney. Revivia todas as histórias como se eu fosse a personagem principal. E ria quando era para rir e chorava quando era para chorar. Provavelmente a minha pontinha (pequenina) de depressão e romantismo vem dessas coisas que via quando era pequenina. Eu não sei em que altura acontecia. Se era durante as férias ou se depois da escola. Talvez aos fins-de-semana. Tu trabalhavas sempre à noite, portanto, é que cuidavas do teu filho durante o dia. Comecei a frequentar a tua casa. O motivo seria ver os filmes com o teu filho. E durante muito tempo assim foi. Depois acho que deixei de ver o teu filho na sala connosco. Não me lembro dos pormenores. Ou talvez o que mais me lembre sejam mesmo os pormenores. A imagem é estar sentada no teu colo. Tu afastavas as minhas cuequinhas e tocavas-me. Eu lembro-me que gostava. Quando tu perguntavas: gostas? Eu respondia: faz cócegas. E tu voltavas a perguntar: mas é bom? e eu respondia: sim. Não sei quanto tempo durou. Não sei. O ritual era sempre esse. Eu sentava-me ao teu colo, tu afastavas-me as cuecas e tocavas-me. Não sei quanto tempo durava esse momento e não sei quanto tempo durou em termos circunstanciais. Acho que um dia a tua mulher entrou na sala e presenciou aquele momento repetitivo. Não sei se é da minha cabeça ou se de facto a vi, ali. Chocada. A olhar para o marido dela a tocar no sexo de uma menina de menos de cinco anos. Deixei de querer lá ir. Comecei a sentir nojo mesmo sem perceber o que era sentir nojo. Sentia-me culpada porque a sensação era boa. Portanto eu era culpada. Não aquele ser. Não. Só falei neste assunto anos mais tarde. Porque a minha mãe perguntou-me se tinha mesmo acontecido. Veio-me tudo à memória. Tudo.

Dez mais tarde, tinha eu 15 nós mudamos de casa. Saímos dali. Deixei de o ver. Sim, porque eu costumava vê-lo, e à mulher e ao filho e cumprimentá-los. Era algo automático. Eram vizinhos. Os meus pais estavam comigo. Eu tinha que cumprimentá-los. No dia em que deixei de os ver de forma tão presente, respirei fundo e esqueci-me. Do que se tinha passado. De vez em quando recordo-me. E lembro-me de tudo. Já sei que não tenho culpa. Sei que a culpa é dele. Da mulher. Sei que nunca mais consegui identificar-me com nada da Disney. Sei que não consigo voltar à antiga casa. Sem de longe ver o caminho que percorria entre a minha casa e a dele. Não, não tenho culpa. Tem ele. Não o odeio. Já o perdoei. Não lhe desejo mal ou que morra lentamente a esvair-se de sangue. Não. Já o perdoei. Só queria que fosse possível apagar aquele tempo da minha memória. Só isso. Para que desta forma os sonhos existissem de forma natural em mim e não voltassem porque alguém me fez acreditar de novo. Não. Queria que os sonhos fossem meus. E não por inerência. Pelo poder de alguém ter conseguido me retirar um pouco da pele da podridão e me ter feito sonhar. Porque depois, se a pessoa vai embora, os sonhos também vão. E aqui estou. Novamente com a sensação que nunca terei qualquer controlo sobre os meus sonhos porque eles mais cedo ou mais tarde vão embora. E eu não terei forma de voltar a acreditar. Que é possível ser feliz de coração aberto.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

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...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

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Apetece-me escrever de forma lenta. Escrever e fazer intervalos. Ir e voltar. Como se no intermédio nascesse algo novo em mim. Não nasce. Nunca nasce. Já estamos formatados. Não podemos mudar. Acho que mudar é daquele tipo de desafios que nunca serão bem concretizados. Não, não acredito que as pessoas mudem. Mesmo que o queiram. Não podem. Não há um mecanismo que o possibilite. O que pode acontecer é alguém mentir. Sim criamos uma mentira sobre termos mudado mas na verdade nunca mudamos. é apenas uma mentira. um engano. primeiro a nós e depois aos outros. Acreditarmos que mudamos seria um grande poder. se fosse verdade. mas não é. é um engano. uma mentira. por vezes, para sermos melhor aceites. para termos novas oportunidades. e aí dizemos "eu mudei". mas não. não foi isso que aconteceu. apenas houve uma adaptação a uma situação. para tirarmos algum proveito. há sempre um objectivo. pode ser um objectivo feio. muito feio. ou bom. no entanto, temos por base um engano. é possível esquecer-nos disso? não sei. provavelmente não.

a nossa natureza será sempre uma. só uma. acreditem. e a principal fonte de sofrimento é quando temos de fazer coisas que vão contra a nossa natureza. é muito complicado. porque existem muitas naturezas. e as pessoas chocam. e corre tudo mal. porque não é possível mudar. e nunca será espontâneo. a não ser que a pessoa morra e nasça de novo. só assim. pode morrer com apenas um desejo: quero ser diferente. quero ter outra natureza. e depois estala os dedos e nasce exactamente como queria.

eu não tinha vontade de escrever. não tinha. mas estava entediada. e então comecei a prever letras que se formam em palavras. e temos frases e pontos finais. e tudo isto forma um texto. não penso muito quando escrevo. tenho tudo o que preciso dentro de mim para escrever sem pensar. é verdade. ocorre-me gritar que é verdade.


disseram-me que agora não escrevo com tanta força. a minha tão característica força que irrompe. fiquei triste, confesso. fico triste. se me disserem que escrevo mal, fico triste. porque sei que não é verdade. eu escrevo bem. não é bem uma questão de bem escrever. não. eu não escrevo bem. eu dou vida às palavras e elas tem capacidade para entrar. sim. provavelmente é isto. eu não escrevo eu sei é dar vida ao que escrevo. pronto. prefiro assim. não me importo de fazer erros. porque escrevo rápido e depois não quero reler. só gosto de reler depois de publicar. e aí fico tão feliz por ler o que escrevi que não vejo erros. porque para mim está perfeito. talvez o que de mais perfeito retenho. sim. a escrita.

é estranho isto. sentir-me a endurecer. eu sempre fui dura. mas depois abrandei. agora sinto-me a endurecer. a congelar. mas não prevejo o derreter. não sei. se calhar só no dentro. porque eu sou uma pessoa quente. transmito calor. mas no dentro. os problemas estão sempre por dentro. e eu por dentro sinto-me a fechar. e dói. isto de fechar dói. dói muito. porque é como formatar-me. uma transformação. a que fui obrigada. as nossas transformações só acontecem porque nós somos obrigados a tal. ninguém se transforma só porque sim ou porque acordamos um dia e pensamos: hoje apetece-me transformar. porque sim. porque o dia nasceu azul e apetece-me voar. vou sair da cama e vou à fabrica encomendar asas. não. as transformações são imperativas. seja qual for o motivo.

porque sim sinto-me a mudar. porque fui obrigada. sinto-me a fechar. devia tornar-me menos especial. sim. é isso. se eu fosse menos especial não havia medo. fico triste. não devia ser bom sermos especiais? as pessoas não querem pessoas especiais na sua vida? não é isso que é bonito? termos a sorte de acolhermos alguém especial? não. apercebi-me ontem que não. as pessoas querem é pessoas vulgares, comuns na sua vida. porque assim não se assustam. e podem viver a vida de forma sossegada sem sobressaltos. porque assim não estão em perigo. mas eu sou especial. e já vos disse. eu não posso mudar. não posso. sou assim. deviam querer-me assim. esperem. querem-me assim não sabem é como terem-me assim? confuso. e estúpido. e depois lembro-me que as pessoas inteligentes passam a burras num segundo.

mas dizia eu que me sinto a mudar. a fechar-me. não queria voltar ao meu estado de indiferença. não queria. mas se calhar. se calhar é a única forma de voltar a mim. de deixar de sentir. não quero sentir nada no coração. não quero. e isto lembra-me o sonho que tive hoje. estava sentada ao lado do oceanário com um buraco no lugar do coração e a chamar por ti. poderá ser um prelúdio. tiraste-me o coração em vez de o salvares.

domingo, 29 de agosto de 2010

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Os dias do fim não são aqueles em que efectivamente se fecha a porta. Não. Os dias do fim são aqueles em que a desilusão é tão grande que mal conseguimos olhar para a nossa cara. Não que a culpa seja nossa. Mas sim porque fomos estúpidos novamente em acreditar. Porque o Amor faz isso. Faz-nos acreditar cegamente em alguma coisa ou em alguém. E levamos tempo a mais a perceber que afinal mais uma vez não valeu a pena. Porque a emoção leva a melhor até ao dia em que racionalidade impera.

Aviso:

Quem me voltar a dizer que quando se Ama luta-se e faz-se tudo para o nosso Amor ser feliz, leva um estalo. Ou mais do que um. Não estou a brincar.

Deixem lá o amor nas histórias de final feliz que não existem. deixem lá o amor para aqueles sortudos que conseguiram ter a sorte de estar com quem realmente gostam. deixem lá o amor no cinema e nos livros. Deixem lá o amor continuar a ser uma fantasia na vida das pessoas que esperam a vida toda que o mesmo lhes apareça no caminho. Deixem lá o amor estar num sítio qualquer que não o meu coração.

Porque não vale a pena. Não vale a pena acordar e pensar o-amor-aconteceu-e-o-medo-fodeu-o-de-tal-forma-que-dá-vontade-de-virar-estátua-e-não-sentir-absolutamente-mais-nada.


Não te odeio a ti. Odeio-me a mim por ter acreditado que a descrença finalmente tinha razão para não existir.


(agora mais uma vez tens o caminho facilitado para continuares a não fazer nada. podes sempre imputar a culpa ao que escrevo para te deixares estar. e sim, podes também culpar-me de que sou eu que te afasto. de que fui eu que implantei o medo. que eu isto e aquilo. podes inventar mil e uma desculpas como só tu o sabes fazer. podes culpar-me se isso te ajuda a perceber o que perdeste e como fodeste tudo. eu aceito tudo. sou um máximo. só não te atrevas a dizer-me que eu vou ficar bem. que pouco me importa que vás embora. porque és tu que vais ler isto e vais pensar assim: ela já não quer saber. ela já não me quer. ela vai esquecer-me. e vais convencer-te que eu ficarei melhor sem ti. é isto que vais pensar. mais uma vez de forma errada. mais uma vez vais ler o que escrevo e em vez de subires no teu cavalo branco e vires resgatar-me, vais deixar-te estar. mas sim, repito, a culpa é minha.)


Adenda:

Nove meses para fazeres as coisas à tua maneira. Seja lá o que isso for. Se bem que levar a tua ex a um meeting que supostamente serviria para fazeres alguma coisa, é uma coisa que nunca me tinha lembrado. Como ontem, também o fizeste. Mas isto da vida está sempre a ensinar-nos novas técnicas.


Hoje descobri que afinal pressiono-te a fazeres as coisas à minha maneira. É outra novidade. Se alguém aqui teve de engolir e calar e dar espaço para tu fazeres as coisas à tua maneira, fui eu. Portanto ser acusada de querer às coisas à minha maneira é outra coisa que descobri hoje. Mas sim ao que parece pressiono-te. Ao que parece vais fazer as coisas quando te sentires confortável contigo próprio, não é comigo é contigo. Deixa-me ver, mais 9 meses?

De todas as vezes que discutimos tu voltas como uma repetição: pedes desculpas e dizes que as coisas vão mudar. Pois é. Não mudaram. Só pioram. Não mostras resultados e sempre que tento falar nisso acusas-me de querer discutir.

Hoje perguntei-te: se fosse ao contrário, esperarias? A tua resposta foi não. Portanto, sou otária. Só posso. E preciso de terapia, porque actualmente eu só consigo ver tudo o que de negativo fazes e mesmo assim lá no fundo da filha da putice do meu coração vadio, ainda acredito em ti. Não que vais agir. Há muito que não acredito. Mas em ti. No que tu és. No que trazes dentro de ti e que isso terá o poder de marcar pela diferença.

Já perdi a conta às vezes que nos despedimos. Já perdi a conta aos dias em que dizias que finalmente irias fazer alguma coisa. Já perdi a conta às justificações que não dás. Às vezes em que não estás disponível para mim. Mas que estás para outras pessoas. Claro que deixa que te diga que a justificação de não estares disponível porque estás a preparar-me uma surpresa é fenomenal, o senão é que ainda não vi nada. Nadinha.

Convenhamos, as duas hipóteses esgotaram-se. Deixar-te estar porque dizes que assim conseguirás agir não funciona. Tentar ser eu a fazer as coisas também não funciona.

Portanto, diz-me: tens a certeza que o medo de me perder é superior ao medo de falhares?

Não podes ter. Não podes mesmo ter. Porque se tivesses…

Tu sabes. E se não sabes devias saber.

(Não serei mais a otária de serviço. Ponto final)




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