terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

.23

Pudesse ser suficiente a minha força. a minha coragem. o meu querer. Pudesse eu comandar os designos dos dias. das horas. dos minutos. Pudesse eu tudo aquilo que trago por dentro. E aí, aí certamente diria que o sonho existe para ser concretizado. Que o sonho existe como expressão do que irá acontecer.

Pudesse eu resolver os problemas de todas as pessoas, para que o caminho se apresentasse limpo para mim. para nós. para tudo o que existe e não pára de crescer.

Pudesse eu ter a oportunidade para agir. para concretizar. Para não adiar mais o sonho.

Pudesse eu.

I

sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

.22

Os meus dias andam lentos. Dispersos. Preenchidos entre o horário duro de trabalho e o estudo que tem de ser feito no entrar da noite. Livros, fotocópias, acórdãos. Disciplina e concentração requer-se. Aliás, é exigível. A ideia é clara: não posso falhar. Não me é permitido falhar. Tenho que conseguir ultrapassar mais este pedregulho. No final do ano, terminarei o estágio. E serei advogada. Não sei quando é que passou a ser uma meta. Nem sei bem como é que vim parar a direito. Mas aqui estou. E mesmo que não seja esta a profissão que me vejo a fazer vida fora, a verdade é que é a profissão exercida actualmente. O caminho. O objectivo. O plano é ser brilhante. Porque menos não saberia desejar. É alcançável. Tudo é. Se lá chegarei, veremos. Não é chegar que me preocupa. É o que faço para que isso aconteça. São as acções que nos colocam perto do sonho. O planeamento começa por aí. O objectivo é claro. As sementes estão plantadas. O importante é seguir. A certeza é que serei brilhante em alguma coisa. Falta definir em quê. Logo veremos.


Não é a primeira vez na vida que eu sei o que quero. A diferença é a lucidez, a força, a certeza que me estão a acompanhar diariamente. É a visualização que apreendo no mais além. São as imagens que sucedem. A beleza das imagens que sucedem. O que se quer concretizar. O extraordinário está à porta. E a porta está aberta. E o tempo chegará. E aí, saberemos que chegou o momento perfeito onde tudo acontecerá. Tudo.


quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

.21


Vamos fugir para aqui.


segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

.20

Ando com vontade de:

brunch no deli deluxe, de preferência na esplanada
muito sushi
fim de semana em Paris
carbonara do Mamma Rosa
mojitos com muita lima e gelo
esbanjar muitos €€€ no Ikea
fins de tarde no Noobai ou no terraço do bairro alto hotel acompanhada de um copo de vinho tinto
chá no pavilhão chinês
estar de férias
tardes de cinema
passar a tarde na praia do Tamariz
passear por Sesimbra e Portinho da Arrábida

deliciar-me de amor.



domingo, 31 de Janeiro de 2010

H




I wish we could see if we could be something.

quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

.19

Os dias não têm sido fáceis. Têm sido instáveis. Demasiado para o meu gosto. Parece-me que a revolução anda a acontecer interiormente. Muita coisa para digerir. para lidar. confusão. tanta confusão. Ouvir dizer "Tens o coração partido", deu-me vontade de apanhar os estilhaços. Para esconder os escombros. Para me recuperar. Para mudar as voltas a essa provável realidade. que ainda não aceitei. ou interiorizei. ou digeri. estou assustada. sim, é isso. Tomar consciência da força do peso que trago em mim. Saber lidar com as consequências das revelações. Querer elevar-me e sentir-me presa nos movimentos. Querer mais e ter consciência que não. não é altura de querer mais. não é isso que se pode desejar agora. poderia ser, antes dos últimos acontecimentos. tudo estava encoberto. uma quantidade de máscaras que me ajudava a ser indiferente a tantos sentires. mas é tarde. agora é tarde. tudo está em exposição. a velocidade diminuiu. mas o relógio não pára. como se faz para sair deste tempo e voltar noutro? como se acelera o processo? como?

Será que o caminho é aceitar que não posso ter tudo ainda? E saber viver com isso?

confusão. turbilhão. revolução.

quero que a noite chegue rápido para enfiar-me na cama e dormir.