terça-feira, 25 de agosto de 2009

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Apetece-me fugir. Fugir como antes. Fugir porque sim. Porque fugir era simplesmente sentir-me protegida.

Tenho saudades de chorar. Chorar a sério. Deixar tudo sair. Fazer o luto dentro. E não o luto que os outros veêm. Esse está feito. O outro será iniciado quando conseguir chorar. Preciso de te chorar. De te assassinar em mim. Uma morte violenta. Contigo, só assim poderia ser.

Enquanto isso, permaneces. Mexes. Atrapalhas. Entopes. Magoas. Estupidamente magoas.

É difícil deixar-te ir. Não porque sejas inesquecível. Bastaria pensar nos teus defeitos para te desejar riscar da minha vida. As tuas qualidades não os superam em nada. A questão foi achar que eras uma mulher frágil bonita. Eu não acho piada a mulheres frágeis. Mas em ti, puxou-me. E viciou-me. Já disse uma vez. O desafio e o achar que consigo tudo, trazem-me cega no dia a dia. E aí, dificilmente consigo discernir quais as lutas em que mereço ser guerreira. Deveria ter percebido que eras o caminho da derrota. Mas custar-me-ia mais resistir-te. Mea culpa.

Deixar-te ir é aceitar o impacto que tiveste em mim. A mudança que imperou. A vulnerabilidade de mim. E isso, não o assumo. Muito menos o aceito.

Tenho saudades da miúda fantástica que eu era contigo. E tenho pena de já não a reconhecer em mim.

Tenho dito.




4 comentários:

  1. Tenho pena que essa miuda tenha optado pelo "coma". Que essa miuda, só agora reconheça a importancia do chorar.
    Luto todos os dias contra a maquina que tende a desligar!

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  2. A moda dos anónimos passa de blog em blog.

    Começa a chatear-me.

    Muito.

    Mas ao que parece, eu chateada tenho piada. Deve ser por isso.

    Comecem a identificar-se.

    Sim? Não?

    Sim? Sim.

    Acho muito bem. Boa decisão.

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